Vitória, 27 de Abril de 2005





















 
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O Procriativo vai fazer você conhecer um pouco mais sobre quem anda criando pelo nosso mercado. O que os nossos criativos pensam, como trabalham, o que gostam de fazer nas horas vagas e até o signo deles. Confira quem é o criativo da vez.

Luis Fernando Taylor
- Redator da MP Publicidade e Diretor de Divulgação do Clube dos Criativos do Espírito Santo
 


Procriativo - Criativo DJ ou DJ criativo? O que um tem a ver com outro?
Taylor - Criativo e DJ. Sou publicitário e isso está no sangue, mas a música sempre foi uma fonte de prazer e, na primeira oportunidade, resolvi abraçar a chance de finalmente achar uma utilidade para a minha coleção de discos. Sim, porque se agora alguém me pergunta porque tantos cds, eu digo: É que sou DJ. O que um tem a ver com o outro&(vou usar reticências aqui, já que não posso colocá-las em título de anúncio) bem, talvez a necessidade de usar a criatividade e o bom gosto na hora de fazer uma campanha ou de montar um set redondinho. Os dois são bem difíceis.

Procriativo - O que tem de melhor em ser publicitário?
Taylor - As festas, o glamour, os prêmios, as pizzas de madrugada, o salário milionário e, principalmente, o fato de poder trabalhar ouvindo música. Isso para mim é como estar de férias.

Procriativo - Perguntamos ao Daniel Galvão se valia à pena ficar no Estado e tentar se realizar profissionalmente aqui mesmo e ele disse "Em qualquer lugar que você esteja, só depende de você." O que você acha?
Taylor - Acho que ele tem razão. A realização profissional independe de local. Um agricultor nato pode ser feliz no meio da roça, no interior de sabe-se lá onde. Agora, quanto a essa história de que lá fora tudo é melhor, preciso dizer que não é bem assim. Tive uma experiência em uma agência de grande porte no Rio e posso dizer que a única diferença é no tamanho dos departamentos. Na criação, por exemplo, são muitas duplas carregando o piano, fazendo varejo, catálogo e panfleto, enquanto os jobs filés vão sempre para as duplas principais. O que não dá para esconder é que chega uma hora em que as possibilidades no Espírito Santo se esgotam. Aí, ou você monta uma pousada ou tenta se arrumar em algum emprego público ou monta a sua agência. Ou se muda.

Procriativo - Prova discursiva: Oscar 2005. Você comentaria ou deixaria a questão em branco?
Taylor - Comentaria, sempre. Apesar de preferir os filmes de festivais como Sundance e Cannes. O Oscar é uma grande celebração da indústria do cinema, não da arte de fazer filme. Isso explica a esnobada que o Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças levou este ano. Ver o Oscar é igual assistir aos jogos do Botafogo: você até torce, mas sempre está esperando que o pior aconteça.


Procriativo - Um comercial inesquecível... (só vale um mesmo!)
Taylor - Vixe, que pergunta difícil. Pelo mundo afora tem tanta coisa boa, tanta produção legal. Mas partindo do presuposto que inesquecível é o que a gente lembra até hoje, eu tenho que colocar aqui o do Mingau Cremogema. Eu me pego até hoje cantarolando a música dele: "Cre-cremo-cremo-cremogema!"

 
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Eu trabalhando ou Hum... esse lay-out pode melhorar


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