:: mercado
Assim como dezenas de colegas de profissão, fui à palestra do publicitário Washington Olivetto, promovida pelo IBEF. Ele é o homem. O cara. O W. Apesar de ter trabalhado numa empresa em Portugal que também levava o tal W na porta, nunca o havia encontrado. Um ou outro e-mail genérico, talvez. No evento aqui em Vitória, filmes, cases, piadas, parábolas, mas de fato houve um assunto que, para mim, ficou registrado, muito mais até que o próprio tema da palestra "Ética na propaganda": é muito, mas muito difícil criar boa propaganda (ou se preferirem comunicação eficiente) sem um cliente apostando do seu lado e alguma verba.
Naquele recinto observei que havia alguns anunciantes do mercado capixaba. Muitos estavam empolgados com o orador; outros, aproveitando a siesta para um breve cochilo (é, isso acontece mesmo). De repente, numa daquelas viagens de tempo com gaussian blur que acontece nos filmes, vi clientes contagiados com boa propaganda e imaginando se tudo aquilo que o W dizia estava mesmo fazendo o efeito recomendado, ou seja, anunciantes construindo junto com as agências marcas duradouras, fortes, memoráveis e produzindo propaganda de qualidade, ética e que respeita o tal do consumidor. Continuei a imaginar se depois daquele momento mágico, todos iriam levantar das cadeiras, estufar o peito e começar o árduo dever de casa, buscando aplicar aqueles ensinamentos, posso assim dizer, em um dia-a-dia bem menos glamourizado, isso é fato.
Também imaginei cada um deles dizendo para si: "Isso é muito bom, muito bonito, mas não é pra mim". Sim, isso pode até ser verdade mesmo, mas não é essa a questão. Se houver planejamento, interesse, comprometimento, feeling, a boa propaganda tende a aparecer. E, é claro, a funcionar. O nosso trabalho no mercado capixaba portanto é muito, mas muito mais difícil porque precisamos reunir muito mais condições para se fazer boa propaganda, e isso não é apenas trabalho das agências, como o próprio W disse. Ver anunciantes ouvindo casos como os do W é um bom começo, mas isso tem que ser levado para casa, para a empresa, para o jornal, o rádio, a TV ou o ponto de venda. É tentar, a cada novo trabalho, buscar reações como aquelas que eu vi na palestra. Tudo bem, tudo bem, havia uma pré-disposição e tal, mas boa propaganda é assim, todo mundo pede bis (tá vendo como isso faz parte da vida das pessoas?).
Percebi, aliás, que o W não é o homem. É a mulher gostosa do vizinho.
Bruno Alves Sócio e Diretor de criação da Nave
www.espaconave.com.br
Notícias // mais

:: 27/04/05 - MP no CCSP

:: 25/04/05 - Prêmio Aberje

:: 20/04/05 - 19ª Semana de criação

:: 18/04/05 - Estudantes ganham novo concurso

:: 15/04/05 - 2º Prêmio Universitário de Comunicação Social
 :: 13/04/05 - Nave finalista em concurso

:: 11/04/05 - Prêmio Profissionais do Ano
 :: 07/04/05 - Anúncio Dia do Jornalistas
 :: 06/04/05 - London International Festival abre inscrições

:: 04/04/05 - Kiko Siqueira deixa a F2GG

:: 30/03/05 - Redatores de plantão

:: 28/03/05 - Site Palavra Rara

:: 22/03/05 - Vagas na Set Comunicação

:: 21/03/05 - Tem gente que não precisa de propaganda

|