Vitória, 19 de Maio de 2005





















 
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Entrevista com W. Olivetto // 01.09.2004

Juliana Dadalto (formanda em Comunicação Social) aproveitou o almoço com W. Olivetto, realizado no dia 30 de agosto no Centro de Convenções de Vitória, para entrevistar o publicitário e coletar alguns dados para o seu trabalho de conclusão de curso, pela Faesa. Confira a entrevista.
 
Entrevista com Washington Olivetto, concedida a Juliana Dadalto.
Vitória - 30 agosto 2004
 
Juliana - No início, as agências eram constituídas por artistas (pintores, ilustradores&). E antes disso mesmo, eram artistas que faziam papel de publicitários, fazendo cartazes de festas, exposições.
W. Olivetto - Sim, os affiches franceses, por exemplo.

Juliana - Sendo assim, na sua opinião, qual é a contribuição da arte para a estética publicitária?
W. Olivetto - Total. O que acontece é que a estética publicitária se utiliza de componentes da arte. Ela não é arte porque não é manifestação de opinião. Como ela busca em primeiro lugar o entendimento, ela não pode se permitir ser vanguarda. Mas ela tem obrigação de andar próxima da vanguarda e ela se utiliza de elementos da arte como a fotografia, o texto, o cinema, a música, para gerar uma manifestação conseqüente de publicidade.

Juliana - Como você disse nessa entrevista, a publicidade não é arte. E na revista Cult*, você diz que a publicidade não pode ser vanguarda pois precisa ser entendida de imediato. Mas ela tem a obrigação de "andar colada no pára-choque traseiro da vanguarda". Então você acredita que a arte cria tendências e a publicidade as segue?
W. Olivetto - Eu te diria que, depois do pop, as coisas se interligam muitas e muitas vezes, até também a arte pegar algumas coisas que a publicidade detectou, percebeu. Agora, sem dúvida nenhuma, a arte tem uma liberdade para buscar o novo tão mais conseqüentemente que a publicidade, que sempre ela será o elemento influenciador maior da publicidade.

Juliana - Para finalizar, no que arte e publicidade se parecem e no que elas se serapam?
W. Olivetto - Eu acho que aonde elas se parecem é na buscar de criar a empatia com quem está vendo, uma empatia com o receptor. Aonde elas se separam é que a publicidade normalmente é a favor, e arte não necessariamente precisa ser a favor, ela poder tanto ser a favor quanto contra.

* OLIVETTO, Whashington. Arte e publicidade. Revista Cult, São Paulo: Janeiro de 2004, ano IV, n. 61, p. 8-13. Entrevista concedida ao jornalista Manuel da Costa Pinto.

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